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Síndrome do Piriforme: Tratamento com Fisioterapia

Síndrome do Piriforme: Tratamento com Fisioterapia

O músculo piriforme é um músculo localizado no centro dos glúteos, sobre o glúteo máximo e pode ser, muitas vezes, negligenciado quando se pensa em fortalecimento.

Esse músculo tem uma importância grande para praticantes de atividade física como a corrida ou ciclismo, por exemplo. Mas o problema no músculo piriforme não é limitado a praticantes de atividade física regular.

Com a falta de fortalecimento adequado, o músculo piriforme pode ficar dolorido, causando o que se chama de síndrome do piriforme.

A síndrome do piriforme costuma atingir corredores, sobretudo aqueles que treinam em terrenos irregulares e por longas distâncias, além de ciclistas, em virtude da manutenção da posição sentada por longos períodos.

Assim, até pessoas sedentárias, mas que passam muito tempo sentadas, tais como motoristas ou pessoas que trabalham em escritório, podem sofrer com a síndrome do piriforme.

Mas existe alguma forma possível de se evitar esta síndrome?

Com o fortalecimento do piriforme realizado adequadamente, a dor na região tende a desaparecer. É justamente sobre essa síndrome e como evitá-la e tratá-la que falaremos mais, confira!

O que é o músculo piriforme?

O músculo piriforme é um músculo pequeno, localizado na região glútea, próximo ao nervo ciático.

Sua localização faz com que problemas relacionados a ele, causando a síndrome do piriforme, tendam a ser diagnosticados erroneamente como problemas do nervo ciático somente.

Mas, em muitos casos, dores no nervo ciático tem origem no músculo piriforme.

Ele está localizado na região do quadril, coberto pelo glúteo máximo, em posição lateral.

Quais são os sintomas da síndrome do piriforme?

Com diagnóstico difícil, sobretudo em relação aos sintomas, a síndrome do piriforme é caracterizada por dor na região dos glúteos, que pode irradiar para a porção traseira da coxa.

Isso acontece uma vez que o músculo piriforme, quando inflamado, pressiona o nervo ciático, devido à sua proximidade anatômica.

Dessa forma, o diagnóstico é muitas vezes confundido com problemas somente no nervo ciático, o que pode levar a tratamentos não eficientes.

Quando se trata somente o nervo ciático e não se lida com a causa, que é o músculo piriforme tensionado e inflamado, a tendência é que a dor retorne e o quadro não tenha uma resolução positiva em curto espaço de tempo.

Síndrome do piriforme x corrida

O praticante de corrida que sofre com a síndrome do piriforme não sentirá desconforto local durante a corrida. Ou seja, geralmente o atleta amador faz seu treino regularmente, sem sentir dor no local.

No entanto, quando o corredor tenta sentar, se agachar ou até mesmo subir escadas, a dor aparece e é geralmente de forma aguda. Com isso, o corredor passa a não conseguir voltar a seus treinos, pela dor localizada.

Dependendo do grau de inflamação, a dor costuma irradiar para posterior de coxa e somente aí, o corredor sente desconforto durante a prática esportiva. Esse é o caso mais comum de síndrome do piriforme: a dor irradiando para a região posterior da coxa.

A dor pode ser bastante aguda, impedindo a continuação de treinos. Assim, o correto diagnóstico é fundamental para que o tratamento adequado possa ser instituído e para que haja melhora do quadro.

Causas da síndrome do piriforme

Pessoas que ficam muito tempo sentadas podem sofrer com dores na região do músculo piriforme.

Isso porque a tendência é que a musculatura da região glútea fique enfraquecida.

De fato, isso é bem comum em trabalhadores como motoristas ou pessoas que trabalham na frente de um computador e ficam longos períodos sentados.

Especificamente, no caso de praticantes de corrida, o aumento de treinos, com aumento de intensidade, também é uma das principais causas de problemas no músculo piriforme.

Isso é bastante comum em corredores que passam a desejar provas de maior quilometragem, mas ainda não fazem a preparação muscular adequada para essa mudança de patamar, focando somente nos treinos de corrida.

Com a prática esportiva frequente, de intensidade alta e sem o correto trabalho na musculatura da região, a tendência é que o músculo piriforme fique tensionado de maneira constante.

Assim, o músculo acaba recebendo uma carga muito maior do que deveria, o que leva a dor na região.

Portanto, pode-se perceber que o fortalecimento do músculo piriforme é essencial, para acabar de vez com as dores nessa região.

Diagnóstico

O diagnóstico da síndrome do piriforme é feito pelo médico ortopedista.

Caso isso aconteça, é importante que o profissional indique um profissional para realizar o tratamento adequado da lesão.

Quando o paciente procura o médico ortopedista, para o diagnóstico adequado nessa situação, é importante que o paciente execute alguns movimentos.

Mediante a dificuldade de exercer esses movimentos, em virtude da dor existente, o diagnóstico é feito.

Geralmente, não é solicitado nenhum exame de imagem se há suspeita de síndrome de piriforme, uma vez que o diagnóstico é predominantemente clínico. Existem testes de movimento específicos que ajudam no diagnóstico.

De fato, exames de imagem como ressonância magnética ou tomografia computadorizada são solicitados para eliminar algum outro fator muscular ou de lesão, ou ainda para avaliar a coluna.

Tratamento

O tratamento a princípio envolve descanso por alguns dias, para que a inflamação seja reduzida.

Sempre que uma região está inflamada, o descanso é necessário para que o organismo consiga iniciar o processo de reparação da região.

Portanto, se você é corredor ou ciclista e está com dor na região, a primeira ação a tomar é eliminar os treinos enquanto a dor persiste.

A história de “no pain, no gain” (sem dor não há ganho) em termos de lesões musculares, nunca é uma boa ideia. A dor tende a piorar e você ficará mais tempo sem atividades, se insistir em treinar com uma lesão muscular.

Porém, apenas o repouso não é suficiente para curar o problema.

Esse é outro erro de atletas amadores, que acreditam que somente repousando, o organismo fará todo o trabalho. Isso não é verdade, uma vez que uma lesão muscular surge justamente porque aquele músculo enfraquecido é bastante exigido.

Assim, logo que você retornar às práticas esportivas, a tendência é que a dor volte.

Dessa forma, outras ações são importantes e essenciais.

A aplicação de gelo no local, bem como massagens, ajudam a relaxar a musculatura e diminuir a sensação dolorosa local.

Laserterapia, correntes analgesicas e mobilizaçoes especificas feiitas pelo fisioterapeuta especializado támbém contribuem para melhora dos sintomas.

Através de uma avaliação biomecanica, o fisioterapeuta irá detectar possíveis desarranjos biomecanicos que serão ajustados através de exercicios especificos tanto para o piriforme quanto para outros musculos da região.

A fisioterapia tem um papel essencial para a melhora do quadro, não só pelas ações analgésicas, mas também para o programa de fortalecimento local, o qual ajudará a prevenir futuros problemas na região.

Como evitar a dor da síndrome do piriforme?

O fortalecimento do músculo piriforme é a melhor forma para prevenção da síndrome do piriforme. Com o fortalecimento adequado, somado ao alongamento e evitando o excesso de tensionamento na musculatura, há prevenção de episódios de dor na musculatura piriforme.

Além disso, o volume de treinos deve ser subido gradualmente, bem como sua intensidade. Lembre-se que se você começou a correr faz pouco tempo, o seu corpo precisa se ajustar, com calma, a novas quilometragens.

Assim, você evita que a musculatura fique sobrecarregada.

Por outro lado, ficar longos períodos sem nenhuma atividade física, sentado ou dirigindo, só piora o enfraquecimento muscular. Com isso, a chance do músculo piriforme vir a dor, é grande.

Portanto, pratique atividades físicas sempre, com equilíbrio e sempre tenha um programa de fortalecimento adequado para sua prática.

Por último, a fisioterapia é forte aliada na prevenção e na recuperação da síndrome do piriforme.

Conclusão

O músculo piriforme é um músculo situado na região glútea, que quando tensionado excessivamente, pode gerar dor aguda, que incomoda bastante na hora de sentar ou agachar.

Para evitar problemas nessa região, o fortalecimento com exercícios específicos é essencial.


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